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Seja bem-vindo ao Evidences RPG. Já parou para imaginar uma Universidade Bruxa? A época de transição dos personagens da adolescência para a vida adulta. Misturado com suspense e drama, esse RPG mostra o mundo de J.K. Rowling visto por outra perspectiva. Junto com magia e suspense, Poor Caravell é uma ex-fortaleza para refúgio de guerra que guarda muitos segredos. Assassinatos, pistas, anagramas. Sua resolução? Não há. Quem terá de ser o detetive, desvendar as pistas e ver o que há por trás de vários assassinatos nesta Ilha, não será só o seu personagem, mas você também. Venha desvendar o jogo de códigos.
25/12/49
Tarde
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Ano: 2049
Dia da Semana: Sexta-Feira
Mês: Dezembro
Lua: ------
Estação: Inverno
Previsão do Tempo e Ações do Período: A neve volta a cair sobre os terrenos da PCU. Um vento gélido sopra na direção sul, pouco convidativo a sair das Fraternidades. Finalização das ações da Manhã.
Duração do Período: 06 de Maio até 20 de Maio.
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 DI NAPOLI, Allana

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AutorMensagem
Allana Di Napoli
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MensagemAssunto: DI NAPOLI, Allana   Dom Mar 08, 2009 9:26 am

The Player Behind The Character__
Player: Geh, again (o último *-*)
Idade: 18
Cidade: Ouro Preto (terra das ladeiras)
Já jogou com a Equipe Dissendium antes? Sim, sim
Como descobriu o Poor Caravell? Já ouviu falar em destino? É ele o culpado

The Character__
- Important things about -
Nome Completo: Allana Di Napoli é seu nome. Nada de muito anormal. Perdida entre seu mundo de orações me admira que Marie não tenha dado o nome de alguma santa para as filhas.
Idade: 19 Anos, sim, a fase mais problemática segundo os antepassados da família. É nessa época que o mundo oferece mais "tentações" e chance de guiar para o caminho errado.
Data de Nascimento: 13 de Dezembro de 2030. Sim, Allana nasceu no Dia de Santa Luzia. Coincidência ou não, eis a questão. A família acredita que seja benção dos céus.
Nacionalidade: Itália - Roma
Sangue: Nascida Trouxa
Particularidade: Clarividência. Allana acha que isso é uma espécie de maldição ou dom divino. Na dúvida, mantém segredo.
Photoplayer/Avatar: Mary Elizabeth Winstead

- Family and Others -
Filiação: Marie e John Di Napoli. Nomes fáceis de serem decorados e de uma grandiosidade imensa se formos analisar seus significados. Marie e John é o tipo de casal "feitos um para o outro".
Irmãos: Sim, apenas uma. Alessandra Di Napoli é a primogênita da família. Orgulho dos pais e modelo exemplar para Allana.
Outros Familiares: Vivendo há anos com o casal e as duas meninas, temos as primas das mesmas. Muitos dizem que elas serão a perdição da família.
- Fears & Defects -
Manias: Sim, Allana Di Napoli é o que eu chamaria de "Rainha das Manias". Acumula em seu cotidiano uma série de verdadeiras regras que para ela são verdadeiros tesouros. Vamos a lista:
## Rezar. Sim, suas orações para muitos são julgados como mania. Ela não deixa de rezar antes de dormir ou após acordar. Também se lembra de agradecer a Deus nas horas das refeições ou quando vê algo que julga amoral.
## Apertar seu escapulário. Presente de sua avó, Allana não abandona nunca seu escapulário. Para ela é uma das provas de sua fé. Sempre que se vê em situações delicadas ou perigosas, aperta-o em suas mãos e pede por ajuda.
## Se olhar no espelho. Ela se recrimina por isso, acredita que não deveria se preocupar com a aparência. Alessandra é a primeira dizer que aquilo não está certa, que a vaidade é um dos sete pecados capitais. Talvez aí comece seu "caminho errado", por isso ela perde perdão em seguida.
## Purificar-se. Após o dia agitado, a garota utiliza de água benta para lavar-se e livrar-se dos pecados cometidos. Um ritual que aprendera em casa e não perdera.

Qualidades:
Apesar dos defeitos escondidos, Allana se considera uma garota virtuosa. Afinal segue rigorosamente todos os mandamentos. Enfim, vamos citá-las.
## Inteligente. Sim, Allana é capaz de "enxergar além das coisas", por assim dizer. Tem um raciocínio rápido, é perspicaz e astuta. Não é passada para trás facilmente, por isso um aviso: não tentem.
## Caridosa. Ajudar o próximo. Isso foi algo que ela aprendera e tratou de praticar dia após dia. Ela não pode deixar passar um dia sem fazer a sua boa ação. É generosa, faz o possível e o impossível para levar as pessoas à salvação.
## Ouvinte. Quer alguém para desabafar? Procure Allana Di Napoli. Conselheira, ombro amigo e tudo mais o que precisar.

Defeitos: Se ela tem defeitos? Óbvio. Apesar de tentar escondê-los e se cegar para os mesmos, ela os tem. Uma nota: Não vou contar todos em respeito ao nosso alvo de estudo.
## Mandona, Geniosa. Sim, ela se acha a dona da razão. Sua palavra tem que ser a última sempre. Tem um temperamento difícil, não aceita facilmente idéias alheias. Dentro da família, bate de frente com Alessandra, que também é a típica dona da verdade.
## Se sentir a Salvadora. Querer levar todos para um caminho melhor é um defeito, não é? Apesar de "respeitar" ou fingir que respeita as opções alheias, sempre que tem oportunidade, arrisca uma conversa.
## Histérica, Paranóica. Nada contra a fé de Allana, mas tudo deveria ter um limite, correto? Errado. Allana é paranóica demais, vê erros e pecados em tudo e em todos.

Medos: Claro que ela tem medos. Por conhecer o que esperam os pecadores, ela sabe o que a aguarda...
## Não ter seu lugar no Céu. Sim, acredita cegamente em Céu, Inferno e Purgatório. Teme que após a morte, sua alma fique vagando. Para impedir que seu maior medo se realize, se mantém presa ao mundo de orações.
## Não honrar a família. O nome é algo importante, mas muito mais importante é a reputação familiar. Tem medo de "não resistir as tentações" e sair do caminho da retidão.

Sonhos: Vamos aos sonhos de Allana Di Napoli. Não são muitos, mas enfim, vamos citá-los.
## Ser Canonizada. Espera ansiosamente que seu trajeto divino na terra seja marcado após sua morte, por isso tem o desejo de que após sua morte seja lembrada e homenageada por todos, após se tornar santa.
## Conhecer o Papa. Encontrar-se com o maior símbolo da Igreja Católica seria uma realização imensa. Espera poder ser recebida pelo mesmo algum dia.

Aspirações: Allana Di Napoli atualmente tem alguns planos traçados:
## Terminar seu Curso. Formar-se na Universidade é um de seus lemais principais. Espera ser ótima curandeira e poder salvar algumas vidas, ou ao menos, amenizar o sofrimento das mesmas na hora da passagem para a vida eterna.
## Salvar as Primas. Levar as duas primas novamente para o caminho da religião é praticamente uma meta.
- School Years -
Academia de Magia: Nuova Stregoneria. Uma típica escola de Magia presente em Roma. Foi importante na ensinação básica de magia na vida de Allana. O último ano foi mais difícil, já que não teve a fiel companhia da irmã.
Casa/Associação: Dolci
Méritos Escolares: Nenhum, apenas as boas notas!

Curso desejado: Curandeirismo
NIEM's obtidos nas matérias do Curso:

Defesa Contra as Artes das Trevas-------------- 5
Feitiços --------------------------------------- 5
Poções ---------------------------------------- 5
Transfiguração --------------------------------- 4
Herbologia
------------------------------------- 4

Fraternidade desejada: Beta Alfa
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Allana Di Napoli
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MensagemAssunto: Re: DI NAPOLI, Allana   Dom Mar 08, 2009 7:06 pm

- What doesn't kill you makes you stronger -
Atributos Pessoais
Força Física - 5
Inteligência - 7
Agilidade - 7
Reflexos - 6
Equilibrio - 7
Influência - 5
Popularidade - 6

- Making a Memory -
- Fé é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que seja realmente verdade, apenas surge pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém... -
Toda história tem um início...

Uma garota aparentemente normal. Bonita? Sim. Inteligente? Positivo. Saudável? Exatamente. Nada indicava que Allana Di Napoli fosse um tanto quanto diferente das garotas de sua idade. Para ela, seu jeito de ser era algo totalmente comum e enfim, acreditava cegamente que todos deveriam agir como ela. Não tinha traços em sua aparência ou em seu modo de se vestir que a fazia se destacar entre os demais, a diferença estava apenas em seu jeito de falar, pensar e agir...

Com o propósito de nos situarmos no tempo e no espaço, a história que vamos narrar começa no ano 2000. O que acontecia na parte trouxa do mundo naquele ano? Avanços importantes na medicina, a intensa luta entre Palestinos e Israelenses, os seguros aviões começaram a cair - três acidentes aéreos causaram mais de 300 mortes. Sim! Guerras, violência, mortes... As pessoas não respeitavam umas as outras, a solução para alguns era apenas uma: Se apegar a Deus e rezar por um mundo melhor.

No local onde fica a sede da Igreja Católica não era diferente, muito pelo contrário, a oração e o espírito de fé eram muito mais intensos que em qualquer outro lugar do mundo. Nossa história central ocorre exatamente nesse cenário - no Vaticano. Localizado na zona norte de Roma, o Vaticano é uma cidade-estado e o menor Estado independente de Roma. Tudo isso se deve ao fato de abrigar a maior figura da Igreja, o Papa.

Em uma casa sem luxo, simples e com pouco conforto, nascia Marie Vicenza. Um parto sem muitos recursos, realizado em casa e sem cuidados médicos. O motivo? Uma bendita tradição. Nenhuma mulher da família Vicenza tivera filhos em hospitais, todos os partos foram normais, logo, não teria porque este ocorrer de outra forma, correto? Errado. A tradição poderia ser seguida se as condições do nascimento da criança não fossem tão críticas, ambas, ela e a mãe corriam riscos. Médicos? Segundo eles não adiantariam, a solução: Oração.

Uma corrente de fé fora realizada pelas "beatas" locais. As preces eram que a criança sobrevivesse e que a mãe resistisse. Como por "milagre" ambas vingaram, Marie teve alguns problemas respiratórios, mas nada realmente grave. Encantada com o efeito das orações e já envolvida pelo ambiente religioso, a mãe de Marie prometeu que seria membro ativo da igreja, juntamente com a filha.

Dez anos se passaram e Marie já era a criança mais ativa na Igreja. Freqüentava as missas três vezes por semana, fazia o catecismo aos sábados e acompanhava as Vias Sacras que ocorriam constantemente pelas ruas locais. Nos teatros religiosos ela sempre tinha presença confirmada e encenou belissimamente o papel de Maria em uma peça juvenil que retratava a vida de Jesus.

Foi aos dezessete anos, na celebração de Natal, que Marie conheceu John Di Napoli. Um rapaz bem aparentável, com uma situação econômica tanto melhor que a de Marie, mas ainda não digno de dizer que pertencia a alta sociedade. Como Marie, era religioso convicto, mas se mudara para o Vaticano há pouco tempo. Seu pai havia se salvado de um acidente de carro e a mãe no desespero prometeu que o filho, lê-se John, iria seguir caminho religioso - não necessariamente se tornaria pároco, mas ajudaria com o que fosse necessário para a paróquia.

Com a escassez de jovens nesse cenário, Marie e John se tornaram próximos, viraram amigos e não demorou até que se apaixonassem. Ora, ninguém está livre de ser pego pelo amor, não é? Como ambas as famílias tinham as mesmas crenças, o relacionamento não teve barreiras nesse aspecto. Viveram um namoro totalmente "a moda antiga" - pais do lado para verificar se os limites não estavam sendo ultrapassados, hora de saída e chegada e todo o resto. Os pais de Marie tinham que zelar pela honra e castidade da filha.

Casaram-se em janeiro de 2026. Sim, foram nove anos de namoro. Eu particularmente não sei se sobreviveria há um namoro tão longo, mas enfim, não se podia dizer que eles não estivessem decididos na hora que resolveram se casar. A cerimônia foi com tudo que se tinha direito e de forma mais tradicional possível.

Após o casamento adquiriram uma residência ali mesmo, no Vaticano, uma casa pouco mais espaçosa que a antiga residência de Marie e menor que a casa da família de John. Planejavam ter filhos logo, mas acabaram esperando por três longos anos.

A primeira filha do casal nasceu em 2029, tinha a pele e olhos claros e o parto da menina assim como o da mãe fora realizado em casa, desta vez sem nenhum problema evidente. Poucos meses após o nascimento de Alessandra, nome que a primogênita recebera, Marie engravidou novamente. Em dezembro de 2030, a segunda filha do casal chegou ao mundo, e é aqui que encerramos a primeira parte da nossa história, visto que agora teremos a participação da protagonista: Allana Di Napoli...
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MensagemAssunto: Re: DI NAPOLI, Allana   Ter Mar 10, 2009 4:04 am

... Um meio...
Maldição versus Benção!!

13 de Dezembro de 2030. Bem, nesse dia não choveu, não aconteceu nenhum terremoto ou algum outro tipo de fenômeno da natureza. Dia de Santa Luzia, a Santa protetora dos Olhos, festa religiosa antecessora ao Natal no dia 25. Provavelmente seria um dia apenas de orações e rezas na casa dos Di Napoli – nada de muito anormal para eles - não fosse o nascimento de Allana Di Napoli. Sim, a caçula da família escolhera justamente um dia santo para vir ao mundo, o que comprovava desde já que ela não fugiria à regra.

Alessandra tinha pouco mais que um ano. Os avós estavam realizados e engrandecidos com o nascimento, uma missa fora rezada na capela próxima. Duas netas perfeitamente saudáveis, lindas e para terminar - a segunda havia sido abençoada com a data em que nascera.

A trajetória das duas irmãs não seria nem de longe diferente dos caminhos do pai ou da mãe. A primeira oração que Marie fez questão de ensiná-las foi uma oração curta para o anjo da guarda. Todos os dias – sem exceção - as noites, mais precisamente por volta das vinte horas, horário de recolher - lá estavam ajoelhadas diante o pequeno altar presente no canto do cômodo, sobre o chão frio. Não se importavam com o desconforto, segundo elas valia a pena aquele pequena mostra de fé e gratidão.

Alessandra por não ter lembranças exatamente do período pré-Allana, não sabia quanto havia perdido - os mimos passaram a ser divididos, mas nada que uma criança de pouco mais de um ano pudesse se lembrar com rancor, assim, Aly - como Alessandra era e ainda é chamada - se tornou mais que irmã para Lana. Iam juntas a todos os lugares, nos domingos estavam com o véu e o terço na mão prontas para irem à missa. Não tinham muitos amigos, por isso não tinha nada que uma não soubesse da outra - ao menos até os nove anos.

Muitas vezes Allana achava que toda a religiosidade dos pais era de veras exagerada, entretanto nunca teve coragem de falar para eles. Ora, ela queria poder ter mais tempo para brincar, passear, ter brinquedos interessantes - mas não, ela não teria, não poderia se apegar a esse tipo de coisa, não podia se apegar à matéria. Muitas foram as vezes que, à noite, no quarto, Lana ouvia Aly dizer para que ela não reclamasse e não pecasse mais.

Aos dez anos, Allana começou a se sentir assustada e se agarrou ainda mais em sua fé. Algo estava acontecendo com ela e ela tinha certeza que Deus a estava castigando por ter colocado em prova a religião dos pais tempos atrás. Pensou em contar para Aly que andava vendo coisas que não estavam totalmente ali, que andara tendo pensamentos estranhos, como se mais alguém estivesse dentro de sua mente. O que estaria acontecendo com a pequena Lana? Ela jurava que era castigo. Como se não fosse o bastante, Aly um dia lhe contou que conseguia fazer mágica e que nem tinha treinado para tal. Sim, a família Di Napoli só poderia estar sendo amaldiçoada, certo?

Em 2041, Allana completava onze anos! Uma garota responsável, que agora começava a se sentir atraída pela vaidade. O espelho sem dúvida pode causar sérios problemas, a menos quanto se tem uma irmã que lhe avisa de cinco em cinco minutos que você está cometendo um pecado capital. Sim, Aly também tinha seus momentos de fuga do caminho da santidade, mas Lana nunca lhe falava o que também sabia.

Era ação de graças quando duas misteriosas cartas chegaram na casa dos Di Napoli, e não, não era o dízimo, nem oração, nem o dia da próxima campanha de solidariedade. As cartas eram enderaçadas para as garotas, e sobre a de Aly um pequeno pedido de desculpas pelo ano de atraso. Sem entender, John foi o primeiro a abrir a carta das filhas e a expressão do mesmo era uma mistura de tudo o que elas, Lana e Aly, nunca tinham visto no rosto do pai. A princípio parecia que ele ia sorrir com a situação, em seguida disse que era alguém fazendo uma brincadeira de péssimo gosto e que iria conversar com o pároco para dar o aviso aos garotos no catecismo. Elas não chegaram a ler.


Não precisou mais que dois dias, e lá estava mais uma carta com o mesmo selo na soleira da porta. Lana conseguiu apenas ver a escrita perfeita que dizia "Nuova Stregoneria". Mais uma vez fora o homem da casa a ler a carta, dessa vez tinha muito mais coisas que na anterior. O que diziam? Bem, algo em torno de...

"Prezados, John e Marie Di Napoli...

Mais uma vez volto a vos escrever - devido a falta de notícias da primeira carta. O assunto é realmente delicado mas creio que não tenhamos métodos para revertê-lo. Acredito que as cartas anteriores tenham sido bastante claras mas não me importarei em explicá-las novamente.

Alessandra e Allana, vossas filhas, apresentam talento para a Magia. Tenho certeza que vocês não acreditam nisso ou talvez até acreditem, mas não vejam com bons olhos. Suas filhas não erraram, nem pecaram se é o que estão pensando, mas sim, elas são bruxas. Sendo o que são, necessitam de ensinamentos, portanto, venho felicitá-los, elas foram aceitas em nossa Escola - se é que vão comemorar por tal fato.

Entrem em contato se tiverem mais dúvidas, basta mandar a carta pela mesma coruja que se encontra no muro de sua casa. Esperamos elas no início do semestre...

Atenciosamente,
Gennaro Carlone Belucci - Diretor

Certamente não era aquilo que John esperava ler, como suas filhas poderiam ser bruxas? Não foram as bruxas que foram condenadas no período conhecido como Inquisição e queimadas vivas? Aconteceria o mesmo com suas filhas? Talvez ele mesmo precisasse fazer, em nome da pureza de suas almas.

Os olhos do homem depositaram primeiramente em Aly, que terminava sua refeição, depois parou em Lana que sorriu carinhosamente para o pai. Não, ele nunca poderia fazer uma coisa daquelas com suas filhas, mas enfim, quando o restante da paróquia e das "beatas" soubessem talvez elas exigissem tal atitude - a menos que ele guardasse o segredo.

Passou a observar melhor as filhas, ele era pai, notaria se houvesse algo errado, concordam? Colou nas filhas hora após hora, e presenciou quando por impulso Aly fez a lareira acender. Sim, elas realmente eram o que a carta do tal Gennaro dizia, elas estavam possuídas por algo maligno e ele não poderia mais agir com o coração, teria que tirar "aqueles seres" dali.
CONTINUA...


Última edição por Allana Di Napoli em Ter Mar 10, 2009 5:36 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: DI NAPOLI, Allana   Ter Mar 10, 2009 5:28 am

...Um fim? Não! Um Recomeço...

Foram tempos difíceis. Quem acreditaria que John chegaria a pensar na hipótese de expulsar de casa as próprias filhas? Ainda mais estando uma com 12 e a outra com 11 anos? Onde estava toda a bondade e amor ao próximo que ele se orgulhava em dizer todo santo dia? Seria ele o responsável por uma nova Inquisição a ponto de querer sacrificar seu próprio sangue?

Marie ficara tão atônita quanto ele, senão mais. Ela que desde criança aprendera valores e escutara de tudo sobre a história da Igraja Católica, seria a primeira a crucificar uma pessoa por ser considerada bruxa - claro, se estas não fossem suas filhas. Ao contrário de John, ela não pensou em expulsá-las de casa, não totalmente. Mas chegou a conclusão de que tê-las longe seria uma boa idéia, assim ninguém ficaria sabendo o que elas são e eles não precisariam conviver e olhar nos olhos delas todos os dias!

Foi em meio a uma despedida nem um pouco calorosa que as meninas saíram de casa e começaram seus estudos na "Nuova Stregoneria". Os avós das garotas deixaram claro que elas teriam que se curar desse mal, e para qual, talvez a escola conseguisse reverter a situação, ou com o tempo essa tal magia desaparecesse assim como havia chegado. Doce Ilusão...

Cheias de culpas e remorsos, as garotas prometeram a si mesmas que manteriam a honra e pureza da família. Voltariam a ser abençoadas e recuperariam o espaço que tinham certeza - um dia tiveram no céu. Lana ainda se imaginava se tornando uma santa e atendendo pedidos de todas as pessoas, e para isso, teria que encarar as penitências sem reclamar. Sim, elas estavam confiantes que aquilo tudo iria passar...

Alessandra estava atrasada por um ano, a escola compreendera o erro deles com a demora com a descoberta do talento para a magia da garota e preparam um programa especial para a mesma, que cursou dois anos em um - ganhando vantagem sobre Allana. Seus anos na escola foram sem graça, a magia não deu sinal de sumiços e Allana sofria com os pensamentos sem nexo que ficavam mais intensos. Aquela vozinha chata parecia não querer abandoná-la. As férias do primeiro para o segundo ano, foram passadas no castelo, seus pais acharam que estava cedo demais para que elas retornassem para casa - talvez seja por isso que ele esperou mais sete anos, enfim.

Bem, talvez agora Deus realmente estivesse castigando os Di Napoli - pela falta de sensibilidade com relação as própris filhas. As sobrinhas de John, Adriana e Antonietta, foram morar com eles por um tempo enquanto os pais estavam viajando. Para ser bem sincera, foi o meio que John encontrou de suprir a falta das filhas, entretanto nenhuma das duas tinham fé como as anteriores. Nunca se preocuparam em fazer catecismo ou acompanhar uma missa, apesar de parecerem verdadeiros "anjos" em casa. Não tinha outra explicação, ao menos não para Allana. Seus pais as substituiram no primeiro mês que elas não estavam em casa - mais um motivo para provar a todos o quanto ela era virtuosa e agraciada pelo ser superior.

Allana e Alessandra não eram e nunca foram "populares" na escola, acreditavam que tinham que levar a maior parte das pessoas para o caminho da luz - seria um método eficaz de mostrar generosidade. Eram taxadas como loucas, carolas, freiras. Outros as insultavam, dizendo que tanta santidade escondia mais sujeira que todos os tapetes dos "pervertidos" - como elas assim os chamavam. A coisa se tornou pior quando elas descobriram que Drica e Antonietta também eram bruxas.

Por um lado Lana se sentiu "vingada". As queridinhas de seus pais, seguiram os mesmos caminhos que elas e como prova de que também não ficaram imunes a um "esconderijo", foram mandadas para Londres - ao menos era isso que dizia na última carta que receberam. As primas estudariam em Hogwarts.

Alessandra via a passagem pela escola como um retiro espiritual, não fazia outra coisa senão rezar e estudar, foi assim que saiu da escola de volta para casa um ano antes que Allana. Lana, por sua vez, passava boa parte do tempo com suas orações, e outra parte procurando novos seguidores da palavra. Bem, ela fazia por merecer o título de louca-mor.

Foi assim que passou os sete anos de orientação básica para a magia, e foi assim que ela retornou para a casa pela primeira vez, após ter sido "mandada" para a escola. Como seria recebida? A segunda bruxa recém-formada na casa dos Di Napoli - o que não aliviava em nada, fato.

Mais estudos... E mais fiéis para encontrar!

Toda a tradição da família continuava, Allana encontrou em casa tudo exatamente igual ao dia que havia partido, sete anos atrás. Agora não era mais uma menina, já se tornara uma mulher. Fora difícil não ver Alessandra em casa para recebê-la - Aly estava estudando na Grã-Bretanha, em uma Universidade Bruxa. Sim, seus pais pareciam ter preparado um novo retiro para elas.

As férias foram sem graça, monótonas, ela tinha dezoito anos e não tinha feito nada definitivamente "empolgante" na vida. Sim, afinal de contas o que ela era? Uma aprendiz de freira na melhor das hipóteses. Allana Di Napoli nunca saía para se divertir - a menos que participar do coral da Igreja nas férias seja tal programa. Allana nunca conhecia pessoas novas, ou até conhecia, mas estas se assustavam facilmente com os assuntos tão "caretas" da menina. Antes de mais nada, Allana nunca se apaixonara, nunca teve um encontro e nunca tinha sido beijada!

Foi para a Poor Caravell University em 2048, encontrou sua irmã que já estava no segundo ano e certamente fora uma das calouras mais estranhas que a PCU já recebera. Allana criticou o comportamento da maioria dos alunos que ali se encontravam, nenhum parecia de fato estar preocupado com suas almas corrompidas - ela teria muito trabalho naquele lugar.

Seu primeiro ano passou assim, com metade da Universidade a achando maluca - o que não é nenhuma novidade, anyway. Entretanto seu segundo ano promete. Fontes seguras indicam que suas primas estão ingressando na universidade e que nem de longe estão se mostrando recatadas como todos os Di Napoli deveriam ser. Além da missão de manter a integridade da família, Allana terá que resistir a todas as tentações presentes em um lugar cheio de pessoas que têm na expressão "Carpe Diem" um tema de vida...
“Eu, Géssica, li e concordo com as regras gerais do Poor Caravell. Responsabilizo-me por todas as atitudes do meu personagem, Allana Di Napoli, e estou de acordo com a participação do mesmo em possíveis situações impostas pelo narrador, de forma a contribuir com a trama central”
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