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Seja bem-vindo ao Evidences RPG. Já parou para imaginar uma Universidade Bruxa? A época de transição dos personagens da adolescência para a vida adulta. Misturado com suspense e drama, esse RPG mostra o mundo de J.K. Rowling visto por outra perspectiva. Junto com magia e suspense, Poor Caravell é uma ex-fortaleza para refúgio de guerra que guarda muitos segredos. Assassinatos, pistas, anagramas. Sua resolução? Não há. Quem terá de ser o detetive, desvendar as pistas e ver o que há por trás de vários assassinatos nesta Ilha, não será só o seu personagem, mas você também. Venha desvendar o jogo de códigos.
25/12/49
Tarde
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Ano: 2049
Dia da Semana: Sexta-Feira
Mês: Dezembro
Lua: ------
Estação: Inverno
Previsão do Tempo e Ações do Período: A neve volta a cair sobre os terrenos da PCU. Um vento gélido sopra na direção sul, pouco convidativo a sair das Fraternidades. Finalização das ações da Manhã.
Duração do Período: 06 de Maio até 20 de Maio.
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 STRAUSS, Gunthër

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AutorMensagem
Gunthër Henry Strauss
3º Ano
3º Ano


Número de Mensagens : 689
Força Física : 8
Inteligência : 8
Agilidade : 7
Reflexo : 5
Equilibrio : 4
Influência : 6
Popularidade : 6
Data de inscrição : 02/03/2009

MensagemAssunto: STRAUSS, Gunthër   Ter Mar 03, 2009 7:45 pm

The Player Behind The Character__
Player:John. Dessa vez eu juro que é o último *cruza os dedos*
Idade:14
Cidade: Floripa, SC o/
Já jogou com a Equipe Dissendium antes? Ah, claro... nos encontramos na mesma Nave Espacial rumo ao Show da Xuxa em Marte com transmissão via esponja.
Como descobriu o Poor Caravell? A história é interessante... Foi por uma mensagem subliminar nos meus flocos de milho pela manhã, que por causa da inclinação do sol no Sistema Solar, jogou uma bola de golfe na minha cabeça e ai... puft, vim parar aqui.

The Character__
Important things about
Nome Completo: Strauss, Gunthër Henry Strauss. Vamos ser sinceros que Gunthër é um nome comum na Alemanha, e meu pai não é lá o campeão de originalidade não. Mas, eu não posso questionar o meu nome, certo? Henry é porque meu pai é narcisista, e eu não tenho a mínima idéia do que Strauss significa, e não tenho vontade de saber não.
Idade: 20 anos
Data de Nascimento: 4 de Junho de 2029
Nacionalidade: Alemão, mas não nazista. Nem loiro, só tenho o olho azul mesmo, característico. Natural de Frankfurt, Alemanha.
Sangue: Mestiço, mas eu só fiquei sabendo depois que meu pai me mostrou a carta que mamãe havia escrito. Afinal, eu sempre achei que tinha sido trouxa a vida inteira.
Particularidade: Ah, nada, eu sou incomum por ser eu mesmo.
Photoplayer/Avatar: Bom, eu nasci com cara de joelho, como todo o bebê, mas na adolescência, me disseram que eu estava ficando a cara de um talzinho ai de Matt Dallas, apesar de eu me achar mais bonito.
Family and Others
Filiação: Henry & Martha Strauss
Irmãos: Não que eu saiba.
Outros Familiares: Deirdre Strauss, madrasta viciada em Botox, Peeling, Cirurgia Plástica, e derivados.
Família (em caso de Herdeiros/Tradicionais): Bah, que nada, eu sou sozinho e estou feliz assim.
Fears & Defects
Manias: Beleza, mandaram citar eu cito... Começando com Estralar a lingua - achou estranho? Eu também. Quando eu estou nervoso, costumo estralar a minha lingua, é uma mania tosca e inútil, mas eu tenho ela, fazer o quê?
Roer as unhas - beleza, uma coisa completamente comum. Se eu realmente estou uma pilha, eu rôo as minhas unhas. Estou tentando parar, juro.
Desenhar - eu não sou lá um desenhista profissional, mas quando eu não tenho nada pra fazer, custumo desenhar pessoas, objetos, coisas, árvores, arbustos... e até Etês quando não tem mais nada de útil pra desenhar.
Coçar a orelha - ok, eu sei que pode soar estranho, mas quando eu não entendi nada, ou estou confuso, coço a parte de trás da orelha. As vezes, quando a coisa é complicada, e eu estou explicando, coço a orelha esquerda com a mão direita, e vice-e-versa.
Unir as sobrancelhas - mais uma mania de quando eu estranho alguma coisa. Eu uno as duas sobrancelhas e fico olhando pra pessoa... Muitas vezes dizem que eu acabo encarando.
Mão na nuca - quando Gunthër Strauss fica sem graça, coloca a mão na nuca. Isso é uma mania que eu cultivo desde os meus... sei lá, sete anos? Bom, dá pra sacar: tô com a mão na nuca? Então eu estou sem graça.
Qualidades: Qualidades? Ok, fazer o quê. Não que eu ache que eu não tenha, mas o meu histórico não os ressalta tanto, sabe como é... Mas, vamos lá, então.
Prestativo - apesar de tudo, eu sou um cara completamente prestativo. Precisa de mim? Eu estou lá. Seja pra dar conselhos - ruins, mas beleza -, pra ter um ombro amigo, ou pra simplesmente conversar, eu estou ai.
Companheiro - além de prestativo, eu não deixo ninguém na mão. Eu estou sempre ai, ajudando quem eu acho que merece ajuda.
Inteligente - mesmo baderneiro, eu sou extremamente inteligente e sagaz. Notas baixas? Só quando eu queria. Eu sou do tipo que se presta atenção, não precisa ler de novo.
Gentil - convenhamos, só com quem merece. Mas geralmente eu sou um cara gente-fina que é legal com quem merece. Eu sou do tipo que carrega os livros das garotas, ajuda com o dever de casa, e essas coisas.
Sincero - alguns encaram como ser estúpido, mas eu falo na cara as coisas. Quando eu gosto, não gosto, acho estranho, ridículo, errado, eu falo. Algumas pessoas encaram isso com qualidade, eu até a vejo assim também.
Defeitos: Há, chegamos no ponto crítico. A lista é extensa, mas eu acho que dá pra resumir, certo? Pra poupar o seu tempo e o meu.
Arrogante - quando eu me irrito, fico extremamente respondão e estúpido, do tipo que parte pra porrada logo. Alguns dizem que eu tenho o nariz empinado demais pra um mestiço.
Pavio Curto - eu perco a paciência MUITO rápido. Me irritou? Eu parto pra ignorância. Eu tô tentando melhorar essa minha parte... explosiva.
Cabeça Dura - embestei com alguma coisa, difícil, quase impossível esquecer ou tirar da cabeça.
Teimoso - eu bato o pé até ter o que eu quero, ou conseguir mudar alguma coisa da qual eu não gosto. Se eu tenho a opinião formada, é difícil que alguém a mude.
Tendência a álcoolismo - não sei se isso entra como um defeito, mas vem de família, eu tenho tendência a beber. Sobrevivo a alguns goles, mas depois acabo tomando todas. As consequências são as piores possíveis.
Medos: Bom, como um cara normal, eu negaria meus medos, mas eu sou sincero. Acho que acabar como o meu pai, viciado em narcóticos e bebidas, casado com uma mulher que só se importa com botox e cirurgias plásticas, e não ter perspectiva de futuro.
Sonhos: Reencontrar a minha mãe, Martha, que sumiu no mundo quando eu era pequeno. De todos, acho que esse é o maior. O outro é me tornar pugilista trouxa, mas isso é só sonho mesmo...
Aspirações: Concluir o curso de jornalismo, me formar, casar, ter filhos... e não voltar mais pra Alemanha.
School Years
Academia de Magia: Instituto de Magia de Frankfurt
Casa/Associação: Casas? Não, não. Lá no IMF não tem esse tipo de separação não, é mais como um... Internato Trouxa.
Méritos Escolares (monitoria, capitania): Campeão júnior de Pugilismo no Inter Escolar, mas isso não vem muito ao caso, e acho que Campeão de Futebol pelo IMF no Inter Escolar da Alemanha também não.
Curso desejado: Jornalismo
NIEM's obtidos nas matérias do Curso (23 pontos de distribuição, mínimo 1, máximo 5):
Feitiços 6
Transfiguração 6
Fraternidade desejada: Stigma Tau
What doesn't kill you makes you stronger
Atributos pessoais (43 pontos de distribuição, máximo 8, mínimo 1)
Força Física 8
Inteligência 8
Agilidade 7
Reflexos 5
Equilibrio 4
Influência 6
Popularidade 5
Making a Memory
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Gunthër Henry Strauss
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MensagemAssunto: Re: STRAUSS, Gunthër   Qua Mar 04, 2009 12:43 am

____ I Never told you I was a trouble, did I?

Toda a história tem seu começo, seja ele bom ou ruim, e a de Gunthër Henry Strauss não foi diferente. Mas, para entender como ele veio parar aqui, porque veio, e tudo mais, é preciso voltar no tempo, mais precisamente para 2029, em Frankfurt, na Alemanha.

Martha Von Liechestein era uma jornalista fria e que costumava difamar os costumes trouxas de séculos passados em um Jornal Bruxo de grande circulação em Frankfurt, e Henry Strauss era um ex-jogador de rugby trouxa que resolveu se aposentar e abrir uma taberna nos subúrbios da cidade.

Os dois acabaram por se conhecer quando a jornalistazinha de nariz arrebitado - como Martha era conhecida pela população bruxa de Frankfurt - estivera em uma matéria de campo que a levou para os arredores da Cidade, sobre a colônia trouxa que vivia sem saber da existência de um mundo paralelo. Como em todo os contos de fadas, a garota apaixonou-se pelo homem alto, de cabelos castanhos e perfeitos olhos azuis que lhe servira uma caneca de Hidromel.

Henry e Martha casaram-se pouco depois, movidos pelo impulso jovem e pelo amor passageirou e arrebatador. A cerimônia não fora nada comum - casaram-se em uma capela, bêbados, com um homem semelhante a Elvis Presley que celebrava casamentos de Cassinos em Las Vegas, e que se mudara aquela semana para a Alemanha -, e um mês depois eles já haviam se separado.

Relativamente rico, com as finanças que acumulara com a carreira de jogador de futebol, Henry continuou a vida como se nada houvesse acontecido com Martha, comprando uma casa modestamente grande no centro da cidade, e manteve aberta sua taberna, cujos negócios iam bem. Soube da mulher apenas algumas vezes, nunca soubera de certo no que ela trabalhava, ou muito sobre sua família. Não sabia que brevemente teria que enfrentar as consequências de um casamento impensado.

Na noite de 24 de Julho de 2029, um cesto de vime coberto de mantas foi deixado em frente a soleira de Henry Strauss, e a campainha soou. O homem, sonolento, abriu-a, e deparou-se com um embrulho que se mexia desconfortávelmente. Naquela noite, ele descobriu que era pai. A carta, com a letra de Martha, deixada ao lado do bebê, dizia, rudemente, o seguinte:

Prezado Henry,
este é nosso filho, apesar de tudo. Não tenho condições de mantê-lo comigo, e ele é tão seu quanto meu. De-lhe um nome, cuide dele, que um dia talvez eu retorne para buscá-lo. Estarei embarcando esta noite para a América, e quero que, em seu devido momento, conte a ele que não é um garoto comum.
Sem mais,
Martha.


Fria, objetiva, e sem sentimentalismos, Martha partiu aquela noite para a América, sem saber direito se seu filho seria tratado de maneira decente. Na verdade, ela não voltaria mais a soleira de Henry para saber de Gunthër, como o homem havia nomeado o menino. O mesmo garoto que cresceu sem referência alguma da mãe, que nem ao menos escreveu-lhe no dia 4 de julho do ano seguinte.

Gunthër foi relativamente criado por Henry, apesar de que as referências paternas não eram exatamente as mais presentes ou modelos. Aprendera a se virar sozinho quando pequeno, pela ausência de Henry - que ainda trabalhava pesadamente na taberna. Haviam empregadas, babás, vizinhas, mas nenhuma delas lhe dera alguma referência. Tornara-se introspectivo, tímido, e quase não falava. Alguns achavam estranho o mirrado garoto, de cabelos castanhos espetados e vivos olhos azuis, que "pareciam atravessar a alma de qualquer um", como dizia uma das vizinhas, uma velha senhora chamada Patty.

Cresceu como um garoto trouxa, com direito a camisetas de times de futebol famosos, contato com tecnologia trouxa, e nenhuma notícia de um mundo paralelo do qual com certeza fazia parte sem saber. Mas ao contrário do que aparentava, sua vida era conturbada da soleira da casa de Henry para dentro. O jovial e saudável homem tornara-se rude, prepotente, e envolvera-se com as bebidas quando seu bar falira. Sustentado pelo dinheiro ainda em abundância, casou-se novamente quando Gunthër completou 8 anos com Deirdre, uma moça aparentemente doce, que transformou-se no pior pesadelo de qualquer criança no momento que o padre abençoara tal "união".

Aos 11 anos, cultivando um ódio mortal da madrasta, e uma cicatriz acima da sobrancelha esquerda na noite em que o pai se envolvera com narcóticos pesados, ele recebera a Carta de Admissão no Instituto Frankfurt de Magia, para a total surpresa de um considerado pré-adolescente trouxa. Em um de seus raros momentos sóbrio, Henry lhe jogara um papel corroído pelo tempo, a velha carta de Martha, que viera junto com ele. Claro, sua primeira reação, cético como era, foi de rir da cara do homem que chamava de pai e pedir aonde estavam as câmeras de tevê do programa trouxa. Demorou alguns meses para engolir a nova realidade, de que não era quem pensara ser a vida inteira.

Admitido no Instituto, que se baseava em Internatos Trouxas para manter a educação dos bruxos adolescentes de Frankfurt, rumou inquieto e tímido para os primeiros anos. Extremamente pavio curto, perdia a cabeça com todo e qualquer menino que ameaçasse brincar com o fato de que ele não era "puro" quanto ao sangue. Algumas cicatrizes foram feitas durante os sete anos letivos, e cartas e mais cartas chegaram para Henry, sem nunca serem abertas.

Apesar do notório abandono, Gunthër não parecia ter grandes problemas quanto ao aprendizado. Sempre acima da média em todas as notas, os professores muitas vezes o chamavam e perguntavam como que o garoto franzino e aparentemente distraído consegua tirar notas extremamente altas, maiores que do que as dos "ratos de bibliotecas". Ele simplesmente dava os ombros e dizia que não tinha nada a declarar.

Deidre o obrigou a se enturmar quando estava no quarto ano, mandando um pedido de matrícula nos cursos de Pugilismo - um nem tanto sóbrio Henry a mandara pedir - e Futebol, apesar dos protestos de Gunthër, que entravam por um ouvido e saiam pelo outro. Não teve escolhas, nos anos seguintes, fora obrigado a se enturmar. Não que tivesse muitos amigos, alguns aqui e ali, com quem ele falava quando tinha vontade. Um deles até que andava mais com o calado garoto, alguém com quem ele até se indentificara um pouco.

O último ano de Gunthër no Instituto coincidira com a Semana de Cooperação Internacional em Magia, aonde as mais famosas escolas trocavam seus alunos em Intercâmbio com outros países. Apenas os com notas mais altas conquistavam o direito de passar uma semana em outra Academia de Magia, e o nome de Gunthër Henry Strauss estava entre eles. Frankfurt faria uma troca de dez alunos com Hogwarts, a famosa escola britânica. Um mês antes do fim do ano letivo, cinco garotos e cinco garotas alemães embarcaram para a Grã Bretanha.

Claro que ele chamaria a atenção, apesar de tentar camuflar-se dentre os alunos. Tinha um corte fundo no rosto, coberto por um perfeito curativo, que ficava na bochecha esquerda. Antes de sair, Henry, bêbebado e drogado novamente, deixara cair uma garrafa de vidro que se espatifara contra o chão, atingindo o rosto de Gunthër. Além do mais, sempre fora um dos mais altos, e os 17 anos trouxeram com eles músculos do pugilismo e do futebol, e uma beleza exótica, da pele pálida aos olhos extremamente azuis, ao cabelo desgrenhado e castanho, que nunca parava de um jeito só.

Como mandava a tradição, a Escola anfitriã dava um baile perto do fim do Intercâmbio, e o alemão tinha toda a certeza de que nunca mais teria um baile como aquele. A imponência e a esplendidade de Hogwarts o fizeram ficar de boca aberta grande parte do tempo, tudo era tão rico em detalhes e até a mais simples estátua lhe parecia a coisa mais perfeita. No Instituto tudo era um bocado mais simples, apesar do reconhecimento, não chegava aos pés do Castelo.

Não que Gunthër fosse de dançar, apenas motivos sobrenaturais - alguma garota aqui e acolá - o faziam divertir-se em um baile. Passara a maior parte do tempo sentado com Klaus, seu colega de instituto, numa das mesas, com uma garrafa de Cerveja Amanteigada entre as mãos, enquanto assistia os companheiros dançarem e se divertirem com as inglesas. Dois ou três passaram pela mesa e chamaram para conhecer "aquela garota ali" ou "aquela moreninha lá", ele negava com a cabeça e ficava na dele.

Lá pelas tantas, de olhos pregados em uma singular garota, ele fora obrigado a se aproximar - apesar de saber que ela estava acompanhada. Nunca fora exatamente bom de conversa, mas a garota colaborou com sua timidez, puxando assunto e o deixando envolvido de tal modo que se animara em responder. O nome da extrovertida setimanista de Hogwarts, ele lembra até hoje, era Juliet Goldstein, a mesma garota com quem ele encerrara o baile aos beijos. Klaus, confiante de estar diante do maior acontecimento do Intercâmbio, tirou uma foto com uma das câmeras que havia trazido.

A garota escrevera um singelo recado no verso da foto, e ele a guardou no bolso interno das vestes de Gala. Partira de volta para a Alemanha na manhã seguinte, levando consigo um pedaço do "conto de fadas" enquanto voltava para a realidade. Henry logo o mandara para a Faculdade de Frankfurt ao fim dos estudos, mas a convivência em casa tornava-se impossível. Deirdre gastava o dinheiro com botox, peeling, cirurgias plásticas, e todos os afins que ainda pensava em reformar em seu corpo.

Gunthër aguentara dois anos calado, enquanto via a pouca fortuna da família desfazer-se em bebida, drogas, e estética feminina. Se abrisse a boca, Henry lhe levantava a mão, e mais uma cicatriz surgia, mesmo que pequena, em seu rosto. Enfrentara o pai tantas vezes que chegara a praticar seus socos de pugilismo no homem. Figura paterna era uma coisa que Henry Strauss não era mais.

Decidido a fugir da Alemanha, trancou a matrícula na Universidade e se transferiu para a Inglaterra. Ouvira boas referências sobre a Poor Caravell University, em folders e colegas de escola, e decidiu-se por transferir a faculdade de Jornalismo para a Grã Bretanha - a única coisa que herdara de Martha, definitivamente, fora o gosto pela escrita. Seu real motivo de fugir da Alemanha não estava no pai, e sim no que havia acontecido a meses atrás, e numa foto, esquecida dentro de uma caixa, com um bilhete de uma garota que conhecera em Hogwarts. Ele partira atrás de Juliet Goldstein, e fugindo do passado recente.


“Eu (John), li e concordo com as regras gerais do Poor Caravell. Responsabilizo-me por todas as atitudes do meu personagem, (Gunthër), e estou de acordo com a participação do mesmo em possíveis situações impostas pelo narrador, de forma a contribuir com a trama central”
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